Na sequência da Lei n.º 26/2013, de 11 de abril, que regula as atividades de distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos para uso profissional e de adjuvantes de produtos fitofarmacêuticos e define os procedimentos de monitorização à utilização dos produtos fitofarmacêuticos, e na sequência das orientações da EU para uma utilização sustentável dos pesticidas na agricultura, o controlo biológico comercial passou a assumir um papel fundamental na produção sustentável das culturas. Atendendo a estas orientações legais e dada a sensibilidade do ecossistema regional, a Universidade dos Açores e a Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural desenvolveram o Projeto “ECO2-TUTA - Avaliação da viabilidade ecológica e económica da produção em massa de agentes biológicos para combate a Tuta absoluta (Meyrick) (Lepidoptera, Gelechiidae), em cultura protegida, nos Açores”. Ao longo de três anos desenvolveram-se os trabalhos de campo na cultura do tomate e respetivos registos, na firme convicção de que podem residir nos organismos nativos as respostas ao controlo de algumas pragas-chave das culturas no ecossistema insular, sensível à perda de biodiversidade. Cumulativamente foram recolhidos outros dados que se podem revestir de utilidade para enriquecer o caminho do agricultor na Agricultura Sustentável, nomeadamente, na adoção de meios de luta alternativos à luta química no que respeita ao combate de pragas e doenças e ainda a observação da adaptação das variedades instaladas às condições locais existentes. O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural realçou o papel da Universidade dos Açores e da investigação ao serviço da comunidade e da agroprodução no desenvolvimento de políticas, “importa estudar gastos públicos, obter resultados para orientar tecnicamente as ações futuras”. António Ventura destacou a existência de uma verba para investigação cientifica em agricultura no Plano e Orçamento Regional, afirmando que a mesma tem que estar presente também neste setor. Esta verba representa o compromisso com a investigação e pretende-se que a mesma venha a crescer e a ser reforçada nos próximos 3 anos. O projeto contou com a participação de parceiros de âmbito regional, nacional e internacional e foi financiado em 85 % pelo FEDER e 15 % por Fundos Públicos dos Açores através do programa Operacional 2020.